Como declarar Imposto de Renda de investimentos em renda fixa (CDB, Tesouro Direto e LCI/LCA): informes, alíquotas, isenções e passo a passo no programa da Receita

Você investiu em CDB, Tesouro Direto ou LCI/LCA e travou na hora de declarar o Imposto de Renda em 2026? Este guia prático do bankexplorer.com.br resolve, de ponta a ponta, como usar os informes de rendimentos, quais são as alíquotas e isenções aplicáveis, e o passo a passo para preencher corretamente o programa da Receita. Sem floreio, com exemplos de quem já fez dezenas de declarações e viu de perto os erros que geram multas e malha fina. Leia até o fim para evitar armadilhas comuns e ganhar segurança no envio da sua declaração.

Entendendo a tributação: CDB e Tesouro Direto x LCI/LCA

Antes de clicar em qualquer ficha no programa da Receita, é vital dominar o que realmente é tributado. Pense assim: como em um pedágio rodoviário, às vezes você paga na entrada (retenção na fonte) e a viagem segue sem paradas; outras, você nem paga porque a estrada é isenta. Saber em qual tipo de estrada você está evita desvio e retrabalho.

As alíquotas regressivas atuais para renda fixa (CDB e Tesouro Direto) são: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. Além disso, se você resgatar em até 30 dias, há IOF regressivo sobre o rendimento. Esse IOF é retido na fonte e não é dedutível nem lançado separadamente na declaração; já vem “embutido” no resultado informado pelo seu banco/corretora.

Informes de rendimentos: de onde vêm e como conferir

A declaração começa muito antes de abrir o programa da Receita. Começa com o seu Informe de Rendimentos. É nele que estão os números que “batem” com o cruzamento de dados da Receita. Sem ele, você joga no escuro.

O que checar no informe:

Erro clássico de quem cai na malha: digitar números “de cabeça” ou somar extratos mensais. Não faça isso. Use o informe oficial. Ele já traz a mesma base que a Receita vai cruzar.

Dica de ouro: salve todos os informes de rendimentos em PDF e nomeie com “Instituição – IR 2026”. Em caso de divergência, anexar o documento no e-CAC acelera qualquer defesa.

Onde declarar cada coisa no programa da Receita (IRPF 2026)

Com os informes na mão, agora sim vale abrir o programa Meu Imposto de Renda (desktop, web ou app). A lógica é simples: primeiro você declara a posse dos títulos, depois lança os rendimentos de cada natureza.

1) Bens e Direitos: declare a posse do CDB, Tesouro e LCI/LCA

Nesta ficha, você informa que detinha os ativos em 31/12 e quanto valiam. Siga o roteiro:

Importante: em Bens e Direitos você lança o valor aplicado/valor de custo, não o rendimento. O lucro/juros aparece em outra ficha.

2) Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva: CDB e Tesouro Direto

Rendimentos de CDB e Tesouro Direto entram aqui. O imposto é retido na fonte e “fecha a conta” (não entra no ajuste anual):

Não tente “abater” IOF ou outras taxas aqui. Você declara o valor do rendimento bruto e deixa que a retenção na fonte, já informada pela instituição, faça o restante do trabalho no cruzamento.

3) Rendimentos Isentos e Não Tributáveis: LCI/LCA

Rendimentos de LCI e LCA são isentos para pessoa física, mas devem ser informados. É simples e evita alerta automático no sistema: